Licores

cointreau

São bebidas espirituosas, altamente condimentadas para serem apreciadas em pequenas quantidades junto com café ou após a refeição. Existem 03 processos para a fabricação de licores: destilação, infusão ou adição pura e simples de especiarias sintéticas ou naturais ao espirituoso.

  1. Destilação – as frutas ervas e outros ingredientes são macerados em um espirituoso e a mistura então é destilada. Este processo é mais usado para especiarias voláteis (hortelã, laranja, tomilho);
  1. Infusão – é o processo de adição de frutas e outras especiarias aos espirituosos, cujo produto é filtrado depois e adocicado.

O processo de infusão resulta em licores inferiores, mas é este processo que deve ser usado para especiarias que só se incorporam na infusão;

  1. Adição – utilizado principalmente na produção de licores inferiores e mais baratos, consiste na simples adição de especiarias ao espirituoso, com seu subseqüente adoçamento e coloração.

Os licores mais conhecidos são:

AMARETTO (24-28%)

Licor com sabor de amêndoas, produzido originalmente na Itália com caroços de abricó. Conta-se que foi feito pela primeira vez em Saronno, em 1525, como um tributo ao pintor Bernardino Luini de uma de suas modelos.

É um complemento útil no bar e, às vezes na cozinha.

TIA MARIA (30% OU MAIS)

Tradicional licor de café, à base de rum aromatizado com especiarias típicas da Jamaica, onde é produzido. O Tia Maria é mais seco que o Kahlua.

CURAÇAU (25/40%)

É o único termo genérico para licor de laranja. Todos os outros são marcas registradas. Há diversos tipos, variando entre os bem doces e os secos. O mais conhecido é o triple séc., feito com distinção pela firma francesa Cointreau. O curaçau é feito com a casca de pequenas laranjas verdes e amargas cultivadas na ilha do mesmo nome, nas Antilhas Holandesas. Por isso mesmo, os destiladores holandeses produzem grande variedade de tipos desse licor. O curaçau é apresentado em diversas cores, que servem apenas como elemento decorativo.

COINTREAU

É a marca de triple-sec mais famosa do mundo, feito pela respeitada firma francesa do mesmo nome. O triple-sec é um licor incolor de curaçau, um licor produzido com a casca de pequenas laranjas verdes originárias da ilha de Curaçau, nas antigas Antilhas Holandesas. A casa Cointreau é a pioneira no mundo na produção de curaçau, hoje uma especialidade também entre os holandeses.

CREME DE CASSIS

Licor de blueberry feito na região de Borgonha, na França. Cassis é também nome genérico de um vinho branco da região de Provença.

CUARENTA Y TRÊS (34%)

Quarenta e três ingredientes entram na composição desse licor patenteado espanhol, feito à base de brandy e muito popular em seu país. Bastante doce, com um ligeiro sabor de baunilha.

BAILEY’S IRISH CREAM (5% OU MAIS)

Um original uísque com sabor de chocolate, de consistência espessa e cremosa e baixo teor alcoólico, produzido na Irlanda. Lançado nos anos 70 é um dos poucos drinques novos que fizeram sucesso ultimamente.

DRAMBUIE (40%)

O mais antigo e famoso licor de uísque. Segundo consta, a fórmula pertencia ao belo príncipe Charles, da Inglaterra, que a presenteou aos atuais produtores em agradecimento por serviços prestados. O Drambui, palavra que significa “drinque que satisfaz” em gaélico, é produzido com highland malt whisky e mel de urze. Há vários licores de scotch, entre os quais o Glayva, feito com ervas e especiarias, é o mais conhecido. Outros ótimos licores do gênero são o Glenn mist (o mais seco deles) e o irlandês Irish mist.

GRAN MARNIER (45/40%)

Licor de laranja à base de conhaque feito pela firma francesa do mesmo nome. As laranjas são do tipo curaçau, maceradas no conhaque. A versão cuja garrafa leva uma fita amarela semelhante a uma condecoração é a de menor teor alcoólico.

KAHLUA (26,5%)

Licor de café originário do México e muito popular nos Estados Unidos, onde é tomado após as refeições ou utilizado em coquetéis e sobremesas.

SAMBUCA (40%)

O modo mais divertido de tomar esse licor italiano é flambando-o, por meio de um processo tradicional entre os connaisseurs: coloque três ou quatro grãos de café sobre um copo cheio de sambuca; ateie fogo ao licor; deixe que a chama dance por alguns minutos até torrar os grãos, impregnando o licor de um delicioso aroma de café, apague a chama soprando-a. Se você quiser um espetáculo realmente completo, diminua a iluminação da sala antes de sua performance e explique aos convidados que os italianos chamam esse drinque de sambuca com mosche (com moscas), numa referência aos grãos de café. Para os mais preguiçosos ou com menos dotes artísticos, há uma versão de sambuca já aromatizada com café, chamada sambuca negra. Em vez de transparente, como a original, ela é marrom-escura. E deliciosa, pois o sabor forte do café ajuda a “cortar” a doçura do licor. Existem muitos licores de café, mas nenhum tão interessante também como a sambuca negra. Ainda que ela seja prima dos licores de anis franceses e espanhóis, a sambuca é feita por um processo de extração que lhe confere um sabor mais seco; e seu ingrediente principal não é o anis, mas o amieiro.

Atualmente, a sambuca é um drinque meio fora de moda em seu próprio país natal. Espera-se, contudo, que esse tolo e incompreensível desprezo não seja infinito.

TRIPLE SEC (30-40%)

Um dos melhores licores tipo curaçau, mas não tão seco quanto o nome sugere.

MARASQUINO (30%)

Licor de cereja originário da Malásia, ainda que as marcas mais famosas, hoje, sejam italianas. Muito usado em coquetéis.


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